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Cartilha contando a história do paisagista, cujo centenário se comemora na próxima terça-feira, será distribuída com alunos de escolas da rede pública.
O centenário de nascimento do paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) será comemorado na próxima terça-feira, no Recife, com o lançamento de uma cartilha educativa para ser distribuída com alunos de escolas das redes públicas municipal e estadual. Paulista de nascimento e filho de mãe pernambucana, ele começou a carreira no Recife, na década de 30, como chefe do Setor de Parques e Jardins do governo de Pernambuco. Aqui, assina o projeto de 24 jardins públicos e 32 privados.
Conforme a coordenadora do Laboratório da Paisagem da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), arquiteta Ana Rita Sá Carneiro, a cartilha “é um instrumento educativo para o público conhecer mais um pouco a história do Recife e a presença do paisagista na cidade”. Ela divide a autoria da publicação – Os jardins de Burle Marx no Recife – com as arquitetas do laboratório Aline Figueirôa e Fátima Mafra. O lançamento está programado para as 10h, no Teatro Santa Isabel, Centro do Recife.
Na cartilha, de 14 páginas, as arquitetas fazem um breve histórico de seis praças projetadas pelo paisagista e contam as transformações pelas quais passaram três delas: Euclides da Cunha (o cactário da Madalena, em frente ao Clube Internacional), Faria Neves (conhecida como Praça de Dois Irmãos) e a do Derby. As outras praças elencadas são a de Casa Forte, a da República com o Jardim Campo das Princesas e a Praça Ministro Salgado Filho, na entrada do Aeroporto Internacional do Recife.
“Explicamos a vegetação usada nos jardins, incluímos uma lista dos projetos mais importantes de Burle Marx na cidade e elaboramos uma pequena biografia do paisagista, especialmente do período em que viveu no Recife”, diz. A edição é financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e tem tiragem de cinco mil exemplares. É a primeira publicação do gênero feita no País e de acordo com Ana Rita, já está sendo solicitada por universidades brasileiras.
O apoio do CNPq, acrescenta, foi suficiente para editar a cartilha, fazer o inventário dessas seis praças e criar o site do Laboratório da Paisagem (www.ufpe.br/paisagem). “Entregamos o inventário ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) no mês de junho último, para subsidiar o pedido que apresentamos de tombamento das praças de Burle Marx como jardim histórico”, informa. A ideia do inventário e da cartilha, diz ela, surgiu na época da restauração da Praça Eu-clides da Cunha. “Percebemos o quanto Burle Marx é desconhecido pela população”, justifica a arquiteta.
Além da cartilha, o laboratório promove mesa-redonda sobre o paisagista dia 17 próximo, no Centro de Artes e Comunicação (CAC-UFPE), das 9h às 12h e das 14h às 17h. É aberta ao público e conta com participação de arquitetos, artistas plásticos e agrônomos. Uma exposição ficará em cartaz no CAC, de 17 a 21 deste mês. O Comitê Centenário de Burle Marx organiza, dia 7, evento comemorativo na Praça de Casa Forte. Dia 12, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) entrega comendas a familiares de Burle Marx que ainda moram no Recife.
Fonte: JC Online
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